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sábado, 20 de fevereiro de 2016

Horário de verão já acabou. Veja o que muda

O horário de verão 2016 brasileiro termina à 0h deste domingo (21), ou seja, à meia-noite deste sábado (20). Os moradores de dez Estados e do Distrito Federal terão que atrasar uma hora no relógio quando bater 23h59.

Três regiões brasileiras tiveram o horário alterado pela medida: Sudeste, Sul e Centro-Oeste. Os Estados são: Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além do Distrito Federal. O horário especial começou à meia-noite do dia 18 de outubro de 2015.

A função do horário de verão é reduzir a demanda máxima do Sistema Interligado Nacional no período em que mais pessoas, empresas e indústrias usam a energia elétrica.

O comerciante Juscelino Campos observa o mar e agradece o fim do horário de verão: “Odeio esse horário, só vivo com sono, não durmo direito, durmo tarde e acordo cedo”.


A designer Isabel Resende não pensa assim. “Hoje eu estou triste porque vai acabar. Os dias vão ser mais curtos, está chegando o inverno que não gosto”.

A paulista de férias no Rio concorda: “Eu sou do dia, eu gosto do dia, então os dias ficam mais longos, dá para aproveitar muito mais”.

A turista de Mato Grosso também tem seus argumentos “É mais uma horinha para dormir”.

O horário de verão sempre provocou sentimentos opostos. Não tem meio termo: é amor ou ódio. Mas agora, depois de 126 dias, tudo volta ao normal. Isso para quem mora nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. À meia-noite, os relógios devem ser atrasados em 1 hora em 10 estados e no Distrito Federal. Assim, esse sábado fica um pouco maior.

A redução do consumo de energia e o aumento das chuvas fizeram subir os níveis dos reservatórios das hidrelétricas. E, com isso, foi possível desligar algumas termelétricas. Uma economia de R$ 162 milhões para o Brasil, de acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico. O professor Reinaldo Castro, do Departamento de Engenharia Elétrica da PUC diz que a redução do consumo foi menor que no ano passado. Isso porque o consumidor já vinha economizando meses antes do horário de verão.

“Consequentemente se tinha menos carga para tirar e a redução então foi menor do que a que se esperava. Se não houvesse horário de verão provavelmente estaríamos com mais térmicas ligadas e provavelmente estaríamos ainda na bandeira vermelha e não na bandeira amarela”, explica Reinaldo Castro, professor de engenharia da PUC/RJ.

R7/G1

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