O horário de verão 2016 brasileiro termina à 0h deste domingo (21), ou
seja, à meia-noite deste sábado (20). Os moradores de dez Estados e do
Distrito Federal terão que atrasar uma hora no relógio quando bater
23h59.
Três regiões brasileiras tiveram o horário alterado pela medida: Sudeste, Sul e Centro-Oeste. Os Estados são: Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul,
Santa Catarina, São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso e Mato
Grosso do Sul, além do Distrito Federal. O horário especial começou à
meia-noite do dia 18 de outubro de 2015.
A função do horário de verão é reduzir a demanda máxima do Sistema
Interligado Nacional no período em que mais pessoas, empresas e
indústrias usam a energia elétrica.
O comerciante Juscelino Campos observa o mar e agradece o fim do
horário de verão: “Odeio esse horário, só vivo com sono, não durmo
direito, durmo tarde e acordo cedo”.
A designer Isabel Resende não pensa assim. “Hoje eu estou triste porque
vai acabar. Os dias vão ser mais curtos, está chegando o inverno que
não gosto”.
A paulista de férias no Rio concorda: “Eu sou do dia, eu gosto do dia,
então os dias ficam mais longos, dá para aproveitar muito mais”.
A turista de Mato Grosso também tem seus argumentos “É mais uma horinha para dormir”.
O horário de verão sempre provocou sentimentos opostos. Não tem meio
termo: é amor ou ódio. Mas agora, depois de 126 dias, tudo volta ao
normal. Isso para quem mora nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. À meia-noite, os relógios devem ser atrasados em 1 hora em 10 estados e
no Distrito Federal. Assim, esse sábado fica um pouco maior.
A redução do consumo de energia e o aumento das chuvas fizeram subir os
níveis dos reservatórios das hidrelétricas. E, com isso, foi possível
desligar algumas termelétricas. Uma economia de R$ 162 milhões para o
Brasil, de acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico. O professor Reinaldo Castro, do Departamento de Engenharia Elétrica da
PUC diz que a redução do consumo foi menor que no ano passado. Isso
porque o consumidor já vinha economizando meses antes do horário de
verão.
“Consequentemente se tinha menos carga para tirar e a redução então foi
menor do que a que se esperava. Se não houvesse horário de verão
provavelmente estaríamos com mais térmicas ligadas e provavelmente
estaríamos ainda na bandeira vermelha e não na bandeira amarela”,
explica Reinaldo Castro, professor de engenharia da PUC/RJ.
R7/G1

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