Caiu
para abaixo de confiável o status do senador Walter Pinheiro no PT. A
articulação política do governador Rui Costa (PT) alega que se dedicou a
pelo menos duas semanas de conversações com o senador sobre a sucessão
municipal.
Quando ele
já havia batido o martelo em relação a concorrer à Prefeitura de
Salvador pelo partido, depois, inclusive, de atendidas algumas das
exigências que impôs para assumir a candidatura, liberaram o senador
para uma conversa direta com o governador.
O encontro
tinha o propósito apenas de selar o acordo pelo qual ele empalmaria o
desafio de enfrentar o prefeito ACM Neto (DEM) em outubro.
Por isso,
teve o efeito de um choque tanto para o governo quanto para o PT o fato
de Pinheiro ter ido à imprensa declarar, de forma peremptória, que não
será candidato, sem comunicar de forma oficial e previamente a Rui e ao
PT.
Os
petistas alegam não entender mais Pinheiro. Alegam que ele perdeu a
noção de que hoje deixou de ser uma liderança importante na legenda,
como foi no passado, tendo para negociar, no momento, apenas o mandato
que ocupa.
Na
corrente a que pertence no Estado, a DS (Democracia Socialista), há
muito perdeu o protagonismo, assumido por figuras que antes foram seus
liderados, como o deputado federal Afonso Florence, hoje líder nacional
do partido, e o ex-secretário Robinson Almeida (Comunicação).
Não há na
bancada de deputados quem lhe siga a orientação nem na Câmara Municipal
de Salvador. O vereador Gilmar Santiago, da mesma DS e antes
identificado com Pinheiro, deixou há muito de ter o senador como
referência.
Tribuna da Bahia

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