A Bahia, com a perda de 75.286 postos, foi o segundo mais impactado no Nordeste. Em geração de emprego, o estado ocupou a 21ª posição no Brasil e a oitava no Nordeste – todos os estados da região apresentaram no ano um acumulado negativo. O interior do estado encerrou 25.970 postos, enquanto a Região Metropolitana de Salvador (RMS) perdeu 49.316 posições de trabalho com carteira assinada.
Pernambuco foi o estado que mais perdeu postos na região (-89.561 postos). A retração da Bahia decorreu principalmente da queda do emprego nos setores da Construção Civil (-34.249 postos), Serviços (-19.566 postos), Comércio (-9.566 postos), Indústria de Transformação (-8.133 postos) e a Agropecuária (-3.110 postos).
“Como a Construção Civil e Serviços são setores que incorporam muitos trabalhadores, terminam sendo mais dinâmicos em seus processos de contratação ou de desligamento”, afirma Lobo, da SEI.
O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado da Bahia (Sinduscon- BA), Carlos Henrique Passos, atribuiu o cenário negativo no estado ao cenário econômico do país. “Obras foram encerradas, enquanto o setor não teve novas. Com isso, o desemprego aumenta”, afirma ele, dizendo que esse quadro, pelo menos a curto prazo, não deve ser alterado. “A retomada passa pela solução da economia do país”.
Correio da Bahia

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