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quinta-feira, 17 de março de 2016

Brasil dividido pode virar a "Nova Ucrânia"

A divisão da Ucrânia tem raízes antigas. E se aprofundou ainda mais com o fim da Guerra Fria: o período em que o mundo ficou divido entre os capitalistas, aliados aos Estados Unidos, e comunistas e socialistas, liderados pela então União Soviética.
A Ucrânia sempre foi o país mais fraco espremido entre a Rússia e o restante da Europa. O segundo maior país do continente declarou independência em 1991 depois da dissolução da  União Soviética.
Na prática, nunca deixou de depender do gás e do dinheiro da Rússia, seu maior parceiro econômico.
A língua oficial é o ucraniano, mas uma em cada três pessoas fala russo, entre elas o presidente, Viktor Yanukovych. Isso acontece principalmente do lado oriental.
Os outros dois terços da população, do lado ocidental, mantêm as tradições e a cultura ucranianas e querem se aproximar mais dos europeus. Mas toda vez que chega perto da União Europeia, a Ucrânia é intimidada. Foi assim em novembro do ano passado.
Pressionado pelo presidente russo, Vladimir Putin, o presidente Viktor Yanukovych desistiu, na última hora, de assinar um acordo comercial com os europeus.
A manobra provocou a revolta que resultou no confronto sangrento dos últimos dias. Esses protestos são uma versão violenta do que aconteceu há dez anos, na pacífica Revolução Laranja, quando denúncias de fraude eleitoral forçaram a saída do então presidente eleito Yanukovych.
Mas ele foi impedido de assumir. Voltou a ser eleito em 2010, em meio a enormes problemas econômicos.

Com dinheiro em caixa, a Rússia mantém a Ucrânia na sua órbita. A União Europeia, com uma política externa ineficaz, não usa força nem dinheiro suficientes para atrair os ucranianos, que permanecem divididos. Um país seduzido pelo estilo de vida do ocidente, mas subjugado pelo poder e pelo dinheiro dos russos, que lá estão desde o tempo da União Soviética.
O Brasil de hoje mostra que existe um divisão de um lado os Ptistas em minoria e do outro lado tomando às ruas com manifestações um grupo dividido mas coeso, nele se enquadra grupos AntiPT, grupos de direita, de extrema direita, centristas, libertários, entre outros, que querem o fim da hegemonia do PT no governo e principalmente após a sacanagem histórica de Dilma(PT) para salvar LULA(PT) de uma possível prisão. Resta esperar o fim disso tudo aí, mas vai demorar!

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