
— A bactéria é o primeiro achado com potencial para degradar o PET completamente em dióxido de carbono e água — disse Kohei Oda, microbiologista do Instituto de Tecnologia de Kyoto, no Japão, e coautor do estudo publicado nesta quinta-feira na revista “Science”.
Os pesquisadores coletaram 250 amostras de PET do solo e da água residual de uma usina de reciclagem. Todo o material foi escaneado a procura de micro-organismos que pudessem estar se alimentando desses resíduos e identificaram uma nova espécie de bactéria, batizada como Ideonella sakaiensis 201-F6.
Em observações, o micróbio foi capaz de degradar completamente um fino filme de PET em seis semanas, a temperatura de 30 graus Celsius. Segundo os cientistas, apêndices das células devem ter secretado compostos que ajudaram na dissolução do plástico.
Análises bioquímicas e genéticas identificaram duas enzimas centrais no processo. Uma dela trabalha com a água para quebrar o PET em uma substância intermediária, enquanto a outra quebrou o PET em blocos básicos do material.
As descobertas podem ter uma ampla gama de aplicações reais. Anteriormente, pesquisadores já haviam descoberto uma espécie rara de fungo capaz de degradar o PET, mas ela era difícil de ser incorporada a objetos produzidos com o material, diferente das novas bactérias.
— Nós temos a esperança de desenvolver uma tecnologia para lidar com tanto PET descartado — disse Oda.
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