Tem causado grande repercussão nas redes sociais, assim como em sites de
notícias da região, um vídeo em que aparecem supostas larvas do aedes
aegypti em poças de água do mar, na praia da Avenida Soares Lopes,
região central de Ilhéus. Apesar da semelhança, o chefe da Vigilância à
Saúde da Secretaria Municipal de Saúde, Antonio Firmo, nega que se trate
de larvas do mosquito transmissor da dengue, sendo neste caso, de
muriçocas.
“Está comprovado cientificamente que um
litro de água do mar tem 33 gramas de sal em média por litro, ao passo
que as larvas do mosquito aedes aegypti podem sobreviver em água com
salinidade entre 9 e 14 gramas por litro, o que torna inviável a
proliferação nessas condições”, explica Firmo.
Estudos técnicos ainda não aprofundados,
de acordo com Firmo, apontaram a possibilidade de crescimento da larva
em meios não comuns, “desde que o mosquito não encontre o local ideal
para fazer a oviposição, que é na água parada, limpa ou com pouca
matéria orgânica. Mas nunca foi registrado caso em esgotos ou água
extremamente salgada”.
Desinformação – Antonio Firmo salienta
que é importante, nestes casos, alertar às autoridades sobre o que está
ocorrendo, para que se apure e evite a emissão de informações
equivocadas à população, podendo trazer riscos à coletividade.
Limpeza – Devido à presença de um fluxo
grande de pessoas, a Avenida Soares Lopes tem sido alvo de um trabalho
extenso de combate aos focos do aedes aegypti, que conta com vistorias
por agentes de endemias e também com retirada de lixo das imediações da
praia, no âmbito da operação Ilhéus em Ação.
SECOM-PMI

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