A única abstenção foi do senador João Alberto (PMDB-MA), presidente do Conselho de Ética do Senado.
Dos 81 senadores, cinco não compareceram à sessão: o próprio Delcídio
do Amaral; Eduardo Braga (PMDB-AM); Maria do Carmo Alves (DEM-SE); Rose
de Freitas (PMDB-ES); e Jader Barbalho (PMDB-PA).
O mandato de Delcidio se encerraria em 2018. Com a decisão do Senado,
ele fica inelegível por oito anos a partir do fim do mandato, ou seja,
não poderá concorrer a cargos eletivos nos próximos 11 anos. Segundo a
Secretaria Geral do Senado, Delcídio é o terceiro senador cassado na
história da instituição – os outros dois foram Demóstenes Torres e Luiz
Estevão.
Após a sessão, o senador Telmário Mota (PDT-RR) comentou que o placar
quase unânime foi um sinal para a sociedade de que o Senado "não passa a
mão na cabeça de ninguém”.
“Eu acho que foi uma via sacra porque não foi fácil chegar até aqui.
Foi uma votação dramática porque esse não é o propósito do Senado.
Agora, também não podemos conviver com uma situação dessas. Com esse
resultado, ficou patente que o senador ou o político tem que conduzir a
sua vida de acordo com aquilo que está previsto na Constituição”,
afirmou.
Questionado se achava que a cassação de Delcídio acendia um sinal
alerta entre os demais senadores investigados na Lava Jato, o senador
Randolfe Rodrigues (Rede-AC) disse que assim esperava.
"Espero que essa cassação seja, em especial, uma afirmação do Senado de
que a conduta parlamentar deve seguir as regras de decoro”, declarou.
G1

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