O Banco Mundial confirmou na tarde desta
segunda-feira, 11, que o ex-ministro da Fazenda, Joaquim Levy, será
diretor financeiro (CFO, na sigla em inglês) da instituição. Ele deve
assumir o cargo, um dos mais altos na hierarquia da casa, em 1 de
fevereiro, de acordo com um comunicado divulgado hoje.
"O comprometimento sem cansaço com reformas de
Joaquim Levy, orientadas em direção ao crescimento sustentável e
inclusivo, é um ativo significativo para o Banco Mundial na medida em
que revisamos nossas finanças e nos adaptamos a um ambiente em rápida
transformação", afirma o presidente da instituição, Jim Yong Kim, em um
comunicado à imprensa.
O comunicado do Banco Mundial ressalta ainda a
passagem de Levy, além do Ministério da Fazenda, por outras
instituições, como o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco
Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Bradesco e o governo do Rio,
onde foi secretário estadual das Finanças.
"Levy tem uma rara mistura de experiência em
finanças e mercados uma forte perspectiva de país e um conhecimento
interno do sistema multilateral, todos chaves para nosso sucesso",
conclui o presidente do Banco Mundial no comunicado.
Levy assume o posto deixado pelo francês Bertrand
Badré, que no começo de novembro comunicou que estava deixando o Banco
Mundial.
Na sexta-feira, em um evento em Washington, o
diretor do Brasil no FMI, Otaviano Canuto, mencionou a ida de Levy para o
Banco Mundial durante palestra no Wilson Center e destacou que, por ser
uma instituição bilateral, o ex-ministro, que deixou a Fazenda pouco
antes do Natal, não vai precisar passar pela tradicional quarentena dos
que saem de altos postos de governos.
No mesmo comunicado, o Banco Mundial informa a
contratação de Shaolin Yang, que é chinês, como chefe administrativo
geral (CAO, em inglês), um cargo novo na instituição. "Os dois
executivos vêm em um momento crítico em que a organização trabalha para
acabar com a pobreza extrema e impulsionar a prosperidade
compartilhada."
TNH

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