
A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) vai apoiar o impeachment da presidente Dilma Rousseff.
A decisão foi tomada nesta sexta (18) pelo conselho federal da entidade e apoiada por 26 bancadas. A bancada do Pará e o ex-presidente da OAB Marcelo Lavenere, membro honorário vitalício, foram os dois votos contrários.
Agora, a diretoria da OAB vai avaliar se apresenta um novo pedido de impeachment ao Congresso, se apoia o que está em análise na Câmara ou as duas opções.
O presidente da OAB, Claudio Lamachia, disse que a decisão foi técnica, tomada a partir de provas recolhidas, mas que não deve ser comemorada porque a entidade preferia que o governo estivesse apresentando bons resultados à sociedade.
No relatório aprovado, o advogado Erick Venâncio afirma que Dilma cometeu crime de responsabilidade em três situações: suposta interferência na Operação Lava Jato —como apontou a delação do senador Delcídio do Amaral (PT-MS)—, pelas pedalas fiscais (atrasos nos repasses feitos pelo Tesouro aos bancos públicos para cobrir despesas) e renúncia fiscal concedida para a realização da Copa de 2014.
A nomeação do ex-presidente Lula, também investigado na Lava Jato, foi considerada uma “ingerência” da Presidência, por indicar que houve tentativa de levar as apurações do petista para o Supremo Tribunal Federal.
PPS/ Folha de S. Paulo
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