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sexta-feira, 27 de maio de 2016

FAVELIZAÇÃO DA SOCIEDADE BRASILEIRA DISFARÇADA DE INCLUSÃO SOCIAL

Certa vez, escrevi um texto falando sobre a FAVELIZAÇÃO DA SOCIEDADE BRASILEIRA DISFARÇADA DE INCLUSÃO SOCIAL.

Lembro que quando o funk apareceu em meados dos anos 1990 teve muita resistência da "sociedade tradicional", até que em um domingo fatídico Caetano Veloso levou um grupo de funk para o Domingão do Faustão e lá ficaram durante uma tarde inteira com aquelas vozes inaudíveis, enquanto eram aplaudidas e bajuladas, me lembro nitidamente da sorriso cínico de Caetano como se ele estivesse falando mentalmente "Eles vão achar bom qualquer merda que eu mostrar, por que sou eu quem está mostrado" e foi justamente isso que aconteceu. No domingo seguinte, estava lá um grupo cantando "rap das armas" (que acabou ressurgindo com o filme Tropa de Elite) no programa da Xuxa, música essa que é um dos hinos do Comando Vermelho, a partir daí, foi só ladeira abaixo, com a popularização da internet as pessoas passaram a ter acesso aos tais funks proibidões, aqueles que têm letras que seriam impróprias para serem exibidas no Domingo Legal ou no Caldeirão do Huck, mas a maioria das musicas que eram exibidas nesses programas não passavam de versões amenizadas das tocadas nos bailes funk.

Quem não ouviu "Só as cachorras, as preparadas, as popozudas..."? Então, veio o golpe final, "É som de preto, de favelado, mas quando toca ninguém fica parado" na trilha sonora de O Clone, novela do horário nobre, e então a velha tática da esquerda de vitimização, passaram a acusar aqueles que diziam não gostar de funk de racistas, preconceituosos, que odeia pobre, elitista. Foi o fim.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Terrorismo, segurança e constrangimento

                                                                  Após os ataques terroristas na sexta-feira 13/11 em Paris, matando mais de 120 pessoas e ferindo outras centenas, o presidente francês François Hollande, com apoio declarado de outras grandes potências, declarou guerra ao Estado Islâmico, autoproclamado califado situado em áreas conquistadas no Oriente Médio.
Identificados os primeiros suspeitos, percebe-se que alguns já estavam sendo investigados como potenciais terroristas, mas, como prendê-los, interrogá-los e obter informações mais precisas sobre suas atividades sem riscos de violações aos direitos humanos?
Vou compartilhar com vocês alguns momentos em que fui abordado em países vitimados com atos terroristas. O primeiro ocorreu no ano de 1995, quando tentava ingressar no World Trade Center em Nova York, ainda jovem com 35 anos de idade, barba grande, feições árabes e portando uma bolsa na qual carregava uma câmera filmadora. Mesmo com dificuldades para dialogar em inglês, percebi claramente que estava sendo tratado como suspeito em razão do perfil. Depois de muito tempo e quase total desmontagem da filmadora, fui liberado para ingressar nas torres gêmeas, derrubadas nos ataques de 09/11/2001. Logo depois entendi a preocupação dos profissionais de segurança; em 1993, dois anos antes, ocorrera o primeiro ataque terrorista no WTC. Então, cabível o constrangimento para se obter a segurança.
No aeroporto de Houston/Texas, submetido a varredura eletrônica e cães buscando resíduos de explosivos  e drogas, mais recentemente, scanner do corpo todo. Na Espanha, no aeroporto de Barajas em Madri, a abordagem ocorrera de forma deselegante, policiais beirando a truculência abriram bolsas e descartaram qualquer depósito de substância assemelhada a explosivo, mesmo as inofensivas e santificadas águas e areias do Rio Jordão, que já teriam sido revistadas no aeroporto de Ben Gurion em Tel Aviv/Israel. Não tem conversa, o que é suspeito não embarca, não querem perder tempo com análises mais profundas.