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| Foto: Alfredo Duraes/EM/D.A. Press |
Imortalizada pelas obras de Jorge Amado, Ilhéus é como uma cidade pequena do interior, mas com um mar para chamar de seu. Há balneários que ficam bem pertinho do centro e que são um recanto de tranquilidade. Mas o que encanta mesmo no município ao sul da Bahia, que fica a 460km de Salvador, é a história impressa nas ruas e na área rural do lugar conhecido como a “princesinha do sul”.
Muito marcada pelas épocas das capitanias hereditárias e do coronelismo, Ilhéus preserva alguns pontos históricos importantes. Mas ainda faltam políticas públicas que ajudem a manter esses locais atraentes para o turista. O Instituto Nossa Senhora da Piedade – convento que hoje abriga um colégio —, por exemplo, precisaria passar por reformas para voltar a ser como antigamente.
Outros pontos turísticos, no entanto, estão bem conservados. Inspirado na famosa casa de shows de Paris e um dos cenários do romance Gabriela, cravo e canela, de Jorge Amado, o Bataclan mantém viva a história dos coronéis de cacau da região baiana que iam ao local em busca de diversão. Atualmente, funcionam no edifício um restaurante e uma loja de chocolates. A construção passou por reformas ao longo dos anos, mas preserva características originais – especialmente na fachada – de sua época de ouro, entre 1926 e 1938, até os cassinos serem proibidos no Brasil.
Na parte de trás do edifício, José Delmo recebe turistas que querem saber mais sobre a história de Ilhéus. Em uma sala com fotos da cidade e objetos históricos, o artista explica, de maneira teatral, desde o funcionamento do sistema de capitanias hereditárias até a crise do cacau. As visitas acontecem entre as 10h e as 17h e o valor da contribuição é de acordo com o turista. O Bataclan fica na Avenida 2 de julho, no centro.
» Sistema administrativo
As capitanias hereditárias foram um sistema de administração territorial criado pelo rei de Portugal, D. João III, em 1534. Esse sistema consistia em dividir o território brasileiro em grandes faixas e entregar a administração para particulares (principalmente nobres com relações com a Coroa Portuguesa).
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| A Catedral de São Sebastião é motivo de orgulho para os moradores. Com estilo barroco, tem vista para o belo mar da Bahia. Foto: Alfredo Duraes/EM/D.A. Press |
O Bar Vesúvio, tombado pela Prefeitura Municipal de Ilhéus como patrimônio histórico, é outro prédio bem preservado. Fundado em 1910, também foi palco da obra Gabriela, cravo e canela. Depois de conhecer o Vesúvio e provar o famoso quibe, o turista só precisa atravessar a rua para visitar a Catedral de São Sebastião. A igreja atual foi construída no lugar da capela de São Sebastião, demolida em 1927, após muita discussão entre os políticos e as figuras importantes da época. Fica na Praça Dom Eduardo, no centro.