O secretário-geral do PMDB, o ex-ministro da Integração Geddel Vieira Lima (BA) dá como favas contadas que o partido decidirá, na reunião do diretório nacional marcada para esta terça-feira, 29, pelo rompimento com o governo Dilma Rousseff (PT).
Um dos primeiros peemedebistas a defender o desembarque do partido do governo, Geddel declarou ao A TARDE que o PMDB está unido nesta questão. "Não há divisão no partido. Pelo menos 80% dos filiados querem o rompimento já", disse o ex-ministro, frisando que, apesar de pressões por parte da presidente e de resistência de alguns ministros do PMDB, o desembarque será confirmado.
Por já ser uma unanimidade dentro do partido, Geddel, que também preside a sigla na Bahia, informou que a saída do PMDB da base se dará por aclamação, e não por voto nominal. Ficará selado, ainda, que o partido entregará todos os cargos até o próximo dia 12.
Na manhã desta segunda, 28, a presidente Dilma Rousseff se reuniu com seis dos sete ministros do PMDB, para tentar mantê-los à frente dos ministérios. Mas horas depois, ocorreu a primeira defecção. O ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves (RN), pediu demissão do cargo.
Na carta enviada à presidente, Alves diz que "o momento nacional coloca agora o PMDB, o meu partido há 46 anos, diante do desafio maior de escolher o seu caminho, sob a presidência do meu companheiro de tantas lutas, Michel Temer".